Transformando limão azedo em limonada
Karen Kornilovicz
07 de fevereiro de 2018

Foi na empolgação que me inscrevi, ainda no ano passado, para a maratona de Porto Alegre que será realizada no próximo mês de junho. Não disputo uma maratona no asfalto desde 2013.

Correr na montanha é o que me move. É o esporte que eu passei a minha vida toda procurando. Gosto do desafio da altimetria, da companhia da minha mochila, da possibilidade de variar ritmos durante o percurso e de poder saborear o privilégio de percorrer trilhas em locais que são inacessíveis ao comum dos mortais.

Embora não pareça, foi uma decisão tomada apenas 30% na emoção. Os outros 70% foram pautados na mais pura razão: decidi usar o asfalto como plataforma para melhorar o meu desempenho no trail running.

Assim, estou transformando algo que eu realmente não curto – correr no asfalto fazendo força – em um estímulo para a minha paixão: correr na montanha, mas agora mais rápido.

E quer saber? Está funcionando. Os treinos de tiros – que eu costumava odiar – têm sido realizados sempre no melhor cenário e sem lamentações prévias. O tempo "run" está encaixado e até os longos têm sido realizados em velocidade cruzeiro acima da média.

Em três semanas, durante percurso de 100 Km do El Origen Aconcágua, vou poder confirmar na prática se esse limão azedo virou uma deliciosa limonada ou se ainda vou precisar colocar umas colheradas de açúcar mascavo nesse suco.