Ultramaratona dos Perdidos - Uma segunda chance
Valmir Lana Jr.
09 de julho de 2018

Ultramaratona dos Perdidos – uma segunda chance

Em breve análise, a Ultra de Perdidos é uma prova desafiadora, que tem duas partes bem distintas e marcantes, uma prova que encaixa no perfil de todos os atletas pois faz um mix de percurso e terreno sem igual.

Isso faz com que a competitividade entre os atletas seja bem acirrada, dando chance para quem gosta de prova mais rolada – primeira parte até o alto do morro dos perdidos (km 45) – e da mesma foram pra quem gosta de terreno técnico com lama, pedras e com grandes desníveis – a partir da descida do morro do Perdidos até o fim da prova (55 a 60km).

Talvez por isso atraia tantos atletas fortes, o field está repleto de atletas de ponta no cenário nacional, muitos buscando uma vaga para o mundial Skyrunning, outros pela competição em si. O fato é que, como ficou provado em 2017, este evento está em nível internacional de organização, tem tudo que um evento grande precisa em todos os quesitos, informação, abrangência da mesma, seriedade nos critérios, regulamento claro, estudo e controle de previsão de prova e corte, segurança do atleta, equipe de salvamento e médica, staffs treinados, estrutura para que toda logística da prova funcione e acolha os atletas.

Outros dois pontos são fundamentais para este evento ser um dos mais desejados, o percurso por si só e as distâncias trabalhadas, todas muito desafiadoras e por último a competitividade, no meu entender estes 3 pontos são os pilares de um grande evento de Trail Run (estrutura organizacional, percursos e competitividade), isso tudo você encontra na Ultramaratona dos Perdidos.

Em minha segunda participação espero ter um desempenho condizente ao meu nível de treinamento, uma vez que em 2017 eu estava bem menos focado em treinos, senti muitas dores nas costas já no km 20 e persisti no caminho para ao menos terminar a prova, nisso me uni a minha amiga, Cal Nogueira, numa parceria que iria até a linha de chegada.

Em 2017 foi a minha primeira prova de 100km, agora já fiz os 100km da Ultra Trail de Cape Town e os 115km da MIUT, a prova de Cape Town se assemelha em números, 100km com cerca de 4.500m de D+ (feito em 13h50), já MIUT foi bem mais dura, 116km com 7.700m D+ (feitos em 20h47)... nesta última considero que tive a minha melhor performance de todos os tempos, mesmo com o tempo alto, os desafios desta prova te levam ao seu limite e fazem com que você dê 110% todo o tempo, não tem como não ser assim, tem que ser 110% senão fica pelo caminho mesmo.

Hoje finalizei a última semana de treinos fortes, penso estar mais forte e preparado que estava em Cape Town e MIUT e vou para Perdidos com a certeza que posso render bem e completar com dignidade a prova. Os treinos montados pelo meu treinador e amigo Raphael Bonatto tem me deixado pronto pra qualquer parada ele estraga minha carcaça e a Cris da MegaCorpus cuida de mim no Pilates como ninguém, me coloca no lugar e deixa meu corpo forte, alongado e com o equilíbrio necessário para enfrentar minhas loucuras.

Então é isso aí, essa semana tem 100km em Curitiba na Ultramaratona dos Perdidos e eu estarei por lá, doido pra correr e trocar ideia com a galera, se me virem, cheguem mais, vamos falar umas bobagens e dar boas risadas.

Eu ia falar do field que está alinhando nesta prova, mas nem precisa, só tem gente forte e que vão botar pra quebrar, abaixo listo alguns que conheço, já corri, sou fã e tem uma turma boa da minha equipe Go On... estamos aí, fortes e bem treinados!


Anderson Ramos Floriani, Andre Lima, *Cesar Henrique Goldner Picinin, Cleverson Luis Del Secchi, Daniel Meyer, Geison Ignacio, Hamilton Kravice, Lucas Ferro, Maicon Cellarius, *Marconi Andre Braga Da Silva, *Marcus Paulo Escrivani Borges, Thiago Coutinho Moreira, Valdecir Guardiao Da Silva, Weliton Carius, e *Wellington Noronha e Cal Nogueira

* Go On Outdoor Team